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Ela escreve no seu diário: "querido diário, terminei com ele hoje, não conseguia mais continuar. Não suportava mais aquele garoto, babaca, nunca correu atras de mim pra nada, nunca me deu flores, só queria me abraçar, e me beijar, segurar minha mão na frente de seus amigos. Nada de sexo, nada de coisas mais quentes, só beijos, abraços e coisas que namorados fazem. Cansei dessa vida, quero voltar a curtir, quero sair com minhas amigas sem depender do meu namorado. Quero poder chegar tarde em casa e ninguem me ligar dizendo coisas melosas, como "eu te amo" ou pior ainda "só liguei pra ouvir sua voz..." ninguem gosta disso, odeio homens melosos. E sabe o que mais? Pra mim ele é gay, por que enquanto eu o contava que não queria mais namorar com ele, ele simplesmente abaixou a cabeça e escutou, eu virei as costas, fui embora, e ele nem sequer veio atras de mim.
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Ele conta ao seu melhor amigo: "cara, ela terminou comigo hoje. Desculpa minha voz trêmula, mas é que ainda estou chorando, pensando naquela garota. O que será que eu fiz? Será que eu fui longe demais? Acho que foi daquela vez que ela estava com a mãe e eu a abracei, ela nunca gostou disso. Sinto que a culpa disso tudo é minha, sinto que eu perdi a mulher que eu mais amei em todo o mundo. Eu tava comprando nossas alianças de namoro, elas ficariam prontas em uma semana, e ela terminou comigo. Agora sabe lá Deus o que ela está pensando de mim. E sabe mano, quando ela estava me falando que não queria mais namorar comigo, eu abaixei a cabeça, e chorei em silencio, incapacitado de dizer alguma coisa, aquilo me matou por dentro. Ela virou as costas e foi embora. E como eu a amo muito, deixei ela partir.
"Ele tem um jeito só dele de fazer com que eu me apaixone cada dia mais. Como quando no meio de uma conversa ele me interrompe, e diz: “Mor, eu te amo”. Ele não tem ideia do sorriso que se abre sem esforço em meu rosto, do friozinho na barriga que sinto, e nem de como meu mundo, simplesmente, pára. Me faz acreditar que valeu a pena cada minutinho de espera por ele. Ou como quando a gente discute e eu fico emburrada, ele diz: “E esse bico aí, hein? Vem aqui.”. E me puxa pra perto, me segura, me abraça forte, me enche de mimos e carinhos, e… pronto! Me ganhou, mais uma vez. Me faz querer morar ali naqueles braços, enormes, que conseguem me encaixar perfeitamente, o resto da vida. Ou como quando a gente se encontra e ele sorri, daquele jeitinho que me fascina. Aquele sorriso desarmado, cheio de brilho, que faz até o sol perder o encanto. Tão lindo! Como quando ele segura minha mão ou entrelaça os dedos nos meus, e a gente sai andando pelas ruas, juntinhos. E ao mesmo tempo que todo mundo nos olha, parece que não existe mais ninguém, sabe? Como se o mundo inteirinho fosse só nosso. Mas é assim que os apaixonados se sentem, não é? Quando ele me acorda por mensagem ou ligação, quando ele faz planos comigo, quando ele me fala que comentou sobre mim pra família dele, quando ele divide um problema ou um sonho ou um desejo, quando ele ri das minhas bobeiras, tudo, tudinho… Me faz querer ele sempre. Me faz amá-lo cada vez mais. E ser dele, só dele; com a mesma certeza de que o tenho só para mim."
"Chega um dia que a gente cansa desses “pra sempre” que duram apenas algumas semanas e desses “eu te amo” que já não dizem nada. Chega uma hora que tudo que a gente quer é poder gostar sem compromisso, sem projeções, sem restrições. Gostar de uma forma que não nos machuque e nem machuque os outros, pois já não temos mais o mesmo coração intacto de antes, estamos feridos, sangrando, com medo. Estamos tentando gostar da maneira mais segura, como se houvesse um limite invisível que ao se aproximar o nosso coração/cérebro (eu nunca sei quem é que fala nessas horas) nos dissesse: “Até aqui você pode gostar sem sofrer, dalí em diante é por sua conta em risco”. Ahhh… Quantas e quantas vezes respeitei essa tal barreira e fiquei parado quando tudo o que eu queria era poder superá-la. Quantas e quantas vezes eu rompi com a mesma barreira pela pessoa errada… Eu não sei, eu realmente não sei porque a gente complica tanto o que deveria ser simples. Às vezes tenho a impressão que eu peguei um desses manuais de como estragar tudo e o li em algum momento de minha vida. Como se o meu subconsciente seguisse categoricamente cada passo, cada ensinamento. A verdade é que eu não sou muito bom em lidar comigo mesmo, eu sou desajeitado e tropeço em meus próprios pensamentos e por vezes piso em sentimentos que eu nem sabia que estavam ali. De qualquer forma, prefiro lidar com essa minha inabilidade do que arriscar ficar aos cuidados da negligência dos outros. Claro que vez ou outra eu terei que abrir mão desse meu exclusivismo e deixar que outras pessoa além de mim me decepcionem. Afinal de contas, de que outra forma eu conseguirei abrir espaço para o novo, senão for arriscando de vez em quando um pouco dos meus sentimentos para os terrenos além de mim? Eu preciso mesmo é esquecer as fórmulas, atear fogo nos manuais, e me permitir renascer das cinzas. Eu preciso romper com as barreiras visíveis e invisíveis que se sobrepõem no meu caminho. Eu preciso de tanta, tanta, tanta coisa… Mas o essencial eu sei que tenho bem aqui comigo, aqui, onde ninguém pode tirar, onde o amor não é banalizado, onde o pra sempre ainda existe. Aqui, onde o sangue corre e pulsa em esperança, onde a perspectiva do amanhã me faz sorrir e as lágrimas do meu passado se evaporam, transformando-se em chuva, a chuva que limpa e toca a minha alma."
"Chega de falar de amor. Vamos falar dos seus defeitos: São todos lindos. Eles formam uma união de perfeição, aliás, são eles que te aperfeiçoam única. Eu amo cada um deles. Principalmente esse seu ciúmes fofo e possessivo. Chega a ser interessante sua teimosia dizendo que me ama mais. E lá vai eu falar de amor de novo. É inevitável. Eu te amo e não posso mais negar."
Pessoas hipócritas me irritam, pessoas que são muito simpáticas me irritam, pessoas dramáticas me irritam, pessoas frescurentas me irritam, pessoas falsas me irritam, pessoas intrometidas me irritam, enfim, pessoas me irritam.
“vai ficar tudo…” A CALA A BOCA VAI FICAR BEM É O CARALHO